O Ibovespa encerrou a segunda-feira em mais um dia de baixa, o décimo seguido, aos 166.783 pontos.
A pressão veio principalmente dos bancos, abalados pelo pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que arrasta R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O movimento reforça um cenário preocupante: o Brasil vive uma onda de empresas tradicionais pedindo proteção na Justiça para renegociar passivos bilionários.
Só nos últimos meses, a lista cresceu rápido.
A Marabraz busca reorganizar R$ 140 milhões.
AMERICANAS R$ 42 bilhões a R$ 43 bilhões.
A Tok&Stok (Grupo Toky) enfrenta mais de R$ 1,1 bilhão.
O Pão de Açúcar (GPA) renegociou cerca de R$ 4,6 bilhões em recuperação extrajudicial.
A Brinquedos Estrela pediu proteção para R$ 109 milhões.
A Polishop carrega R$ 395 milhões.
A Bombril tenta equacionar R$ 332,8 milhões.
A Casa do Pão de Queijo soma R$ 57,5 milhões.
A Oncoclínicas negocia R$ 5,1 bilhões.
A Coteminas tem cerca de R$ 2 bilhões.
A Agrogalaxy reestrutura aproximadamente R$ 4,6 bilhões.
O Grupo Petrópolis, dono da Itaipava, envolveu R$ 5,6 bilhões.
O Habib’s busca alívio para R$ 312,4 milhões.
A Braskem discute dívida de US$ 9,5 bilhões e a Raízen homologou plano de R$ 61,4 bilhões.
Juros altos, crédito apertado e consumo fraco viraram o combustível dessa avalanche.
Enquanto a bolsa sofre com o nervosismo dos bancos, o país assiste a um verdadeiro mar de recuperações, com empresas de setores variados tentando sobreviver.
