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sábado, 15 de agosto de 2026

Tribunal condena Bashar al-Assad a pena de morte.

Tribunal condena Bashar al-Assad a pena de morte. Um tribunal em Damasco determinou, no dia 11 de agosto de 2026, a pena de morte para Bashar al-Assad, o líder que comandou a Síria por mais de duas décadas até ser derrubado no fim de 2024. A decisão saiu sem a presença do réu, que vive hoje na Rússia sob asilo político. O julgamento o considerou responsável por uma série de atrocidades ligadas ao início da revolta popular de 2011. Entre as acusações estão assassinatos premeditados — inclusive de crianças —, torturas sistemáticas, prisões ilegais e crimes contra a humanidade. Esses atos, segundo a corte, ajudaram a transformar protestos pacíficos numa guerra civil que deixou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. A sentença marca o primeiro julgamento oficial de figuras centrais do antigo regime sob o governo de transição. Além de Assad, outros oito ex-funcionários receberam a mesma pena, entre eles o irmão Maher e o primo Atef Najib, único presente na sala. Najib, que comandava a segurança em Deraa, onde a revolta começou, ouviu a decisão dentro de uma jaula. Embora simbólica, já que a extradição da Rússia parece improvável, a medida representa um passo importante para as famílias das vítimas. Muitos celebraram nas ruas a ideia de que, depois de tanto sofrimento, a justiça começa a chegar, mesmo que de forma incompleta. O processo abre caminho para outros julgamentos e reforça o compromisso de responsabilizar quem usou o Estado para reprimir o próprio povo.

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