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| Filipe Martins |
Filipe Martins: condenado a 21 anos sem crime comprovado e sem qualquer evidência clara de envolvimento delitivo.
Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, virou símbolo de como decisões judiciais podem se apoiar e serem construidas em bases frágeis.
Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes mandou prendê-lo preventivamente alegando risco de fuga.
A justificativa principal?
Um registro de imigração dos EUA que apontava entrada no país no fim de 2022, junto com a comitiva presidencial.
Só que as autoridades americanas, incluindo a alfândega e um juiz federal da Flórida, confirmaram depois: aquele documento era falso.
Martins nunca cruzou a fronteira na data citada.
O registro fraudulento foi inserido nos sistemas oficiais, e os EUA estão apurando quem e como foi feito isso.
Ele ficou quase seis meses atrás das grades por causa de uma informação inventada.
Mesmo com a prova desmontada, o STF o condenou a mais de 21 anos por envolvimento na suposta trama golpista.
A defesa sempre negou qualquer crime e aponta que a prisão inicial foi construída em cima de fraude.
Moraes, ao usar aquele papel sem checar direito, expôs um método questionável: priorizar a prisão antes de esclarecer os fatos.
Hoje Martins cumpre pena, mas o caso levanta dúvidas sérias sobre o rigor e a imparcialidade de quem decide o destino de pessoas no mais alto tribunal do país.
Quando documentos falsos servem de base para tirar a liberdade de alguém, a confiança na Justiça fica abalada.
E a autoridade arrotar democracia só agrava asituação.
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