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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A inadimplência das empresas brasileiras chegou a um patamar nunca visto.


 A inadimplência das empresas brasileiras chegou a um patamar nunca visto. 

Em junho de 2026, mais de 9,1 milhões de CNPJs estavam com contas em atraso, segundo o levantamento mais recente da Serasa Experian. 

O volume total das dívidas chegou a R$ 232,9 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 2016.

O que mais chama atenção é o peso dos pequenos negócios nesse cenário. 

Das empresas negativadas, 8,6 milhões são micro e pequenas. 

Elas concentram a maior parte do problema: quase 60 milhões de dívidas, que somam R$ 201,4 bilhões. 

Em média, cada uma dessas empresas carrega cerca de sete contas atrasadas e deve em torno de R$ 23 mil.

Especialistas apontam que juros ainda elevados e crédito mais seletivo apertam o caixa desses empreendimentos, que costumam ter menos reserva e menor poder de negociação. 

O resultado é um ciclo difícil de quebrar: atraso gera restrição, e a restrição dificulta a recuperação.

Os números mostram que a dificuldade não está concentrada só em um setor ou região. 

Serviços e comércio lideram as negativações, e estados do Sudeste concentram o maior volume de CNPJs no vermelho. 

Para muita gente que vive do próprio negócio, a conta simplesmente não fecha no fim do mês.

Os dados da Serasa Experian deixam claro: o recorde de inadimplência empresarial tem rosto de micro e pequena empresa. 

E esse retrato exige atenção, porque são exatamente esses negócios que mais empregam e movimentam a economia no dia a dia.

#Brasil #inadimplência #SerasaExperian