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terça-feira, 29 de setembro de 2026
SABE ONDE EXISTIA UM GRUPO DE JUÍZES EXTREMAMENTE PARCIAIS?
No nazismo, com Roland Freisler e seus aliados no Volksgerichtshof.
Não eram juízes.
Eram carrascos de toga.
O Tribunal do Povo não julgava: encenava.
Freisler gritava, humilhava, interrompia e condenava como bem entendia.
O veredito já estava pronto antes da sessão começar.
A “justiça” servia só para dar verniz legal ao assassinato político.
Foi exatamente ali, dentro do aparato judicial, que o nazismo encontrou liberdade para perseguir, prender e matar.
Não precisou apenas da Gestapo ou dos campos.
Hitler nunca esteve sozinho: o Volksgerichtshof foi braço armado com carimbo de lei.
Mais de cinco mil sentenças de morte em onze anos.
Sob Freisler, de 1942 a 1945, cerca de 2.600 só no seu senado.
Quase 90% dos processos terminavam em morte ou prisão perpétua.
Um gracejo sobre o Führer podia levar à guilhotina.
Helmuth Hübener, aos 17 anos, foi executado.
Hans e Sophie Scholl e Christoph Probst foram condenados por Freisler e decapitados no mesmo dia.
Depois do atentado de 20 de julho de 1944, os réus apareciam em roupas rasgadas, sem defesa real, filmados para Hitler assistir.
Freisler os xingava do alto da banca: “você não passa de um trapo desprezível”.
Horas depois, em Plötzensee, eram pendurados em ganchos de açougue. Hitler queria que morressem “como gado”.
O Direito virou ritual.
O crime virou sentença.
A sentença virou espetáculo.
Quando o tribunal se institucionaliza, se instrumentaliza e ultrapassa o limite do que lhe é permitido, entra para a história das aberrações.
O poder demais apodrece a essência: o juiz vira carrasco, o processo vira encenação e a lei vira disfarce para o arbítrio do vil.
E tudo é sempre em defesa do Estado ou de alguma autoridade!
#Brasil
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