PROBLEMAS MENTAS JAMAIS PODEM SERVIR PARA SE SAFAR DE UM CRIME
Em meados de 2007, Chris Benoit assassinou a mulher e o filho e, em seguida, tirou a própria vida.
A WWE praticamente apagou sua história e sua trajetória. Conquistas, legado e nome desapareceram de videogames, homenagens e programas da época.
Benoit era considerado um dos lutadores mais técnicos da história.
O cérebro dele apresentava danos gravíssimos associados a CTE. Mesmo assim, ninguém o transformou em mártir para minimizar o que fez.
Exigiram que ele fosse apontado como o responsável que de fato era.
Em 2012, o jogador da NFL Jovan Belcher matou a namorada e depois se suicidou.
Anos depois, exames mostraram CTE grave, fruto de impactos repetidos. O crime não foi reescrito.
Ninguém o transformou em mártir.
Ninguém pediu que o isentassem só porque o cérebro estava destruído.
O legado ficou manchado pelo que ele fez, não pelo diagnóstico.
Por isso soa falso ver campanhas e setores que tentam converter um assassino em vítima, ainda mais quando se trata de uma mãe que estrangula os próprios filhos e usa depressão ou psicose pós-parto como carta automática de inocência e vitimismo.
A doença existe e é séria. Isso não apaga o ato nem inverte o centro da tragédia: ceifar a vida de três inocentes indefesos.
Se um dano cerebral comprovado e devastador não limpou a culpa de um atleta profissional nem serviu de desculpa para romantizar o assassinato, problemas mentais também não deveriam suavizar, e muito menos justificar, tamanha barbárie.
Doença mental não transforma ninguém em vítima do próprio crime.
Por isso é absurdo ver setores do feminismo tentando fazer de Lindsay Clancy uma vítima porque sofria de problemas de saúde mental no pós-parto.
Se uma doença cerebral gravíssima não transformou Chris Benoit ou Jovan Belcher em inocentes, nem apagou as atrocidades que cometeram, Clancy também não deveria usar seus problemas mentais como carta de vitimismo para transferir a culpa da ação para a doença e não para ela mesma.
Quem tenta romantizar essa situação se aproxima da vileza de quem comete esse tipo de crime: dá força à narrativa e pode fazer com que outras pessoas, no futuro, se sintam amparadas por uma atitude vil.
Cabe a cada um de nós repudiar, questionar e não permitir isso.
Jamais podemos aceitar como normal que alguém tire a vida de outros com a desculpa de problemas mentais.
Se aceitarmos, voltaremos a um tempo em que a vida humana deixa de ter valor de existência.
