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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O QUE MUDA COM O SUBSÍDIO DO GOVERNO NOS COMBUSTÍVEIS ANTES DEPOIS DAS ELEIÇÕES


O governo anunciou em 9 de setembro de 2026 um pacote para segurar o preço dos combustíveis após nova alta do petróleo.

O número de R$ 7 bilhões é mensal, não um reforço único. Diesel: não “subiu para R$ 1”. Foi criada uma nova subvenção de R$ 1,00/litro, que se soma à antiga de R$ 1,12/litro até o fim de setembro. 

Custo da medida nova: cerca de R$ 5 bilhões por mês. O preço na bomba só cai R$ 1 se as empresas repassarem. Gasolina: o benefício antigo de R$ 0,44/L foi trocado por corte de PIS/Cofins de R$ 0,63/L. Etanol: tributos federais zerados (R$ 0,19/L). 

Gasolina + etanol: cerca de R$ 2 bilhões por mês, com prazo curto (10/09 até cerca de 5–9/10). 

O momento coicide com a reta das eleições gerais de 4 de outubro, não só eleições estaduais.

O que pode acontecer depois risco fiscal

Gasolina e etanol têm prazo curto (cerca de um mês).

Sem renovação, o alívio tributário some no começo de outubro. O diesel novo pode continuar. 

A MP permite revisão mensal: o valor pode subir, cair ou ser interrompido conforme o Há risco real de o preço voltar a pressionar o bolso se o benefício acabar e o petróleo seguir alto. 

Diesel mais caro pesa no frete e pode chegar ao supermercado. Do lado fiscal: a desoneração de R$ 2 bi/mês o governo quer cobrir com receita extra do petróleo (estimativa citada de cerca de R$ 10 bi/mês). 

Já os R$ 5 bi do diesel são gasto. Se o pacote se alongar, a conta pública aperta.

E da forma como estamos indo e como este governo, que não se preocupa com as contas, temos uma grande possibilidade de isso se tornar um problema real.