Com a suspensão das importações de carne pela União Europeia em vigor desde quinta-feira, o setor pecuário brasileiro corre para redirecionar volumes que seriam destinados ao bloco europeu para outros mercados, como China, Estados Unidos e países do Oriente Médio.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o Brasil embarcou mais de 4,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, das quais a China absorveu quase a metade, enquanto a Europa ficou com uma fatia bem menor, ainda que financeiramente relevante por pagar preços mais altos.
Especialistas em agronegócio avaliam que o impacto da suspensão tende a ser administrável no médio prazo, mas reconhecem que a perda de um mercado premium como o europeu pesa no bolso dos produtores, já que trata-se de um comprador disposto a remunerar melhor cortes específicos.
Enquanto isso, a expectativa do setor avícola é mais otimista: a retomada das vendas pode ocorrer já em novembro, assim que terminar a auditoria sanitária europeia em andamento sobre frango e mel brasileiros.
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