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segunda-feira, 31 de agosto de 2026
R$ 53 Bilhões: o buraco que não para de crescer.
O BURACO QUE NÃO PARA DE CRESCER: E O GOVERNO ESTOURA R$: 53 BILHÕES EM UM ÚNICO MÊS.
Enquanto o brasileiro aperta o cinto para pagar boleto, o governo central mostrou, mais uma vez, que não sabe fazer a mesma conta que qualquer família faz todo mês: gastar dentro do que se arrecada.
Os números divulgados pelo Tesouro Nacional para maio de 2026 são um retrato cru do descontrole fiscal que se arrasta e que, apesar dos discursos de responsabilidade, só piora.
O ROMBO, NÚMERO POR NÚMERO
Em maio de 2026, as contas do governo central que somam Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, fecharam com déficit primário de R$ 53,3 bilhões.
Não é um detalhe, é o pior resultado para o mês de maio desde 2024, quando o buraco, já corrigido pela inflação, havia sido de R$ 66,6 bilhões.
Traduzindo em miúdos: entraram R$ 198 bilhões nos cofres públicos e saíram R$ 251 bilhões.
Um rombo de mais de R$ 53 bilhões em 30 dias, e olha que esse número nem inclui os juros da dívida pública ou seja, a fotografia real do buraco é ainda maior.
DESPESAS CORRENDO, ARRECADAÇÃO ANDANDO
O problema não é falta de arrecadação. A receita líquida até cresceu, com alta real de 5,5% em relação a maio de 2025.
O problema é que as despesas cresceram quase o dobro disso: 9,4% acima da inflação.
Ou seja, mesmo arrecadando mais, o governo continua gastando mais rápido do que consegue faturar, a receita corre atrás, mas nunca alcança.
ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?
Segundo o próprio Tesouro, três frentes puxaram a conta para cima:
Benefícios previdenciários: alta de R$ 42,7 bilhões
Sentenças judiciais e precatórios: crescimento de R$ 35,4 bilhões.
Pessoal e encargos sociais: aumento de R$ 19,2 bilhões.
Some-se a isso o avanço dos gastos livres (discricionários), aqueles que, em tese, o governo tem margem para conter, mas simplesmente escolheu não conter.
E das emendas parlamentares, num orçamento que já prevê R$ 49,9 bilhões só nessa rubrica.
O ANO INTEIRO NO VERMELHO.
E maio não é um mês isolado. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o rombo já soma R$ 44,4 bilhões.
Para efeito de comparação, no mesmo período de 2025 o governo tinha registrado superávit de R$ 32,9 bilhões.
A diferença entre um ano e outro é de quase R$ 80 bilhões — para pior.
A conclusão que ninguém no Planalto quer admitir
Os números falam por si: o governo arrecada mais, mas gasta ainda mais rápido.
Aumenta a máquina pública, mantém o ritmo de benefícios, honra emendas parlamentares em ritmo acelerado e ainda assim tenta vender a narrativa de "resultado dentro do esperado".
DENTRO DO ESPERADO POR QUEM EXATAMENTE?
Certamente não pelo contribuinte que sustenta essa conta com impostos cada vez mais pesados, enquanto vê o rombo público se aprofundar mês após mês.
Não é sobre falta de dinheiro entrando no caixa.
É sobre a incapacidade ou a falta de vontade de conter o que sai dele.
A fonte principal dos dados é o Boletim Resultado do Tesouro Nacional (RTN), referente a maio de 2026, publicado pelo Tesouro Nacional no portal Tesouro Transparente:
Tesouro Transparente – Boletim Resultado do Tesouro Nacional (RTN), maio/2026
Fonte:tesourotransparente.gov.br/publicacoes/bo
#TesouroNacional #DeficitFiscal #Brasil
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