O clima entre donos de empresas e quem aplica dinheiro no Brasil esfriou de vez e chegou a um nível bem baixo de desânimo.
Um encontro recente no Rio, promovido pela XP, reuniu mais de cem companhias e cerca de 500 investidores em centenas de conversas.
O resultado mostrou um humor deprimido tanto nos gestores de fundos quanto nos próprios executivos.O indicador interno da casa voltou a marcar pessimismo extremo, algo que no passado já sinalizou momentos de virada, mas agora reflete preocupações concretas.
A economia parece perder força mais rápido do que se imaginava.
O crédito aperta, a inadimplência sobe e famílias e firmas sofrem com juros ainda altos. As eleições e as dúvidas sobre as contas públicas do próximo governo também pesam bastante.No varejo, o consumo enfraqueceu.
Menos gente nas lojas, dívidas apertando o orçamento e até a concorrência das apostas online entram na conta. Muitos falavam em modo de alerta, temendo que a atividade esfrie de verdade em 2027.
As empresas preferem se proteger em vez de apostar em crescimento.Esse quadro ajuda a entender por que a disposição para investir caiu e o mercado anda mais cauteloso.
O desânimo é generalizado, mas também abre espaço para quem enxerga oportunidades quando o pessimismo bate no fundo.
